Pós-operatório

Doenças crônicas controladas e cirurgia plástica

Por Dr. Ricardo Palácio · Cirurgião Plástico (CRM-MA 7418 · RQE 2207) · 13 de setembro de 2026 · 4 min de leitura

Ter uma condição crônica não impede, por si só, a realização de uma cirurgia eletiva. O que muda é a profundidade do preparo e o nível de acompanhamento antes, durante e depois do procedimento.

Controle pesa mais do que diagnóstico

Na avaliação pré-operatória, o que orienta a conduta não é apenas a presença de uma doença crônica, mas o grau de controle dela. Um paciente com diabetes bem compensado e acompanhamento regular apresenta um cenário diferente daquele com descontrole recente, ainda que o diagnóstico seja o mesmo. Por isso os exames e o parecer do médico que acompanha a condição são parte do planejamento.

Diabetes e cicatrização

A glicemia elevada interfere na resposta inflamatória, na formação de colágeno e na defesa contra infecção, o que pode se traduzir em cicatrização mais lenta e maior risco de complicação da ferida. Estabilizar o controle metabólico antes do procedimento e mantê-lo no pós-operatório é uma das medidas com maior impacto na evolução.

Hipertensão e o período perioperatório

A pressão arterial descontrolada aumenta o risco de sangramento durante e depois da cirurgia, com repercussão na formação de hematomas. O ajuste das medicações, o horário de administração no dia do procedimento e a monitorização no pós-operatório imediato são definidos em conjunto pelas equipes envolvidas.

A decisão de adiar um procedimento eletivo até que uma condição esteja compensada não é um obstáculo criado pela equipe. É uma escolha técnica que reduz risco e favorece um resultado mais previsível.

O que informar na consulta

  • Todos os diagnósticos em acompanhamento, mesmo os considerados leves
  • A lista completa de medicações, incluindo suplementos e fitoterápicos
  • Internações, cirurgias e intercorrências anestésicas anteriores
  • Episódios recentes de descompensação ou mudança de medicação
  • Alergias e reações adversas já apresentadas

Acompanhamento compartilhado

Em pacientes com condições crônicas, o pós-operatório costuma envolver mais de um profissional. A comunicação entre o cirurgião plástico, o anestesiologista e o médico que acompanha a doença de base permite ajustar medicação, antecipar sinais de alerta e organizar os retornos. Suspender ou alterar tratamentos por conta própria antes da cirurgia é uma das condutas que mais geram risco evitável.

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Perguntas frequentes

Quem tem diabetes pode fazer cirurgia plástica?

A presença de diabetes não é, isoladamente, uma contraindicação. A avaliação considera o grau de controle glicêmico, a presença de complicações associadas e o parecer do médico que acompanha o caso.

Devo suspender meus remédios antes da cirurgia?

Nunca por conta própria. Algumas medicações são mantidas, outras ajustadas e outras suspensas em prazos específicos. A orientação vem da equipe cirúrgica e anestésica em conjunto com quem acompanha a condição de base.

A cirurgia pode ser adiada por causa de exames alterados?

Sim, e isso é parte do cuidado. Procedimentos eletivos permitem aguardar a compensação clínica, o que reduz risco anestésico, risco de sangramento e chance de complicação na cicatrização.

Conteúdo informativo e educativo, não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Conforme as diretrizes do CFM, não divulgamos preços de procedimentos. Clínica Palácio · Dr. Ricardo Palácio · CRM-MA 7418.

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